A REFORMA DO ENSINO MÉDIO E O ENSINO DE SOCIOLOGIA

Autores

  • Walace Ferreira UERJ
  • Diego Cavalcanti de Santana UERJ

DOI:

https://doi.org/10.33025/rps.v1i21.1740

Resumo

RESUMO: A conjuntura política brasileira está marcada pelo avanço de uma agenda conservadora que tem provocado reflexos em diversos âmbitos da sociedade, atingindo inclusive a educação. A Lei da Reforma do Ensino Médio (13.415/2017), aprovada nesse contexto de valorização dos interesses de mercado e de fortalecimento de tendências autoritárias, consiste num ato do governo Temer que evidencia a sua centralidade no campo educacional. Tendo em vista a continuidade dos problemas estruturais do setor, a reforma pode provocar um acirramento das desigualdades já existentes. A implementação de itinerários formativos no ensino médio provocará uma diminuição da diversidade de conhecimentos presentes nessa etapa escolar, reduzindo o acesso de alunos da rede pública a conteúdos fundamentais para sua formação integral e para o desenvolvimento da percepção crítica acerca das relações sociais. Levando-se em conta o atual cenário, este artigo pretende analisar alguns dos impactos gerados pela reforma, tendo como enfoque as principais consequências causadas à disciplina de Sociologia que, desde sua obrigatoriedade em 2008, vem contribuindo para a construção de uma escola crítica, reflexiva e democrática.
PALAVRAS-CHAVE: Reforma do Ensino Médio; Ensino de Sociologia; Contrarreformas; Interesses de mercado; Pensamento Crítico.

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Biografia do Autor

Walace Ferreira, UERJ

Walace Ferreira é doutor em Sociologia pelo IESP/UERJ e Professor Adjunto do CAp-UERJ. E-mail: walaceuerj@yahoo.com.br.

Diego Cavalcanti de Santana, UERJ

Diego Cavalcanti de Santana é bacharelando e licenciando em Ciências Sociais na UERJ.

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Publicado

2018-07-30