OS DESAFIOS DO ENSINO REMOTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA ANÁLISE SOB UMA PERSPECTIVA FREIREANA DE EDUCAÇÃO E DAS POLÍTICAS
DOI:
https://doi.org/10.33025/praticasei.v6i7.3314Palavras-chave:
Ensino remoto, Educação Infantil, Paulo FreireResumo
O presente artigo apresenta considerações sobre as possibilidades e impossibilidades do ensino remoto na Educação Infantil através de uma análise crítica deste formato virtual para as crianças pequenas sob uma ótica freireana e das políticas públicas mais recentes.Essa análise ocorre com base (i) nas principais políticas para a Educação Infantil, em especial, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – DCNEI (BRASIL, 2009) e a Base Nacional Comum Curricular – BNCC (BRASIL, 2020), (ii) nas considerações de Paulo Freire (2011, 2018, 2019) sobre Educação libertadora, conscientizadora e emancipatória em contraposição ao que denomina de Educação Bancária e (iii) nas experiências virtuais de duas professoras, através de atividades síncronas e assíncronas, em turmas de Educação Infantil, com crianças de 5 anos, do Colégio Pedro II, no primeiro semestre de 2021. Diante dessa nova realidade, algumas questões centrais nos fazem pensar: Como seria o acesso das crianças e suas famílias à tecnologia? Será que, em tempos de pandemia e distanciamento social, o ensino remoto garante o direito à educação de qualidade para crianças? É possível uma Educação Infantil em tal formato? Qual a dimensão pedagógica e os desafios do ensino remoto nesta etapa da Educação Básica? Como é realizada a mediação entre escola e as crianças?
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