https://portalespiral.cp2.g12.br/index.php/temaseconexoes/issue/feed Revista Temas & Conexões 2025-12-23T21:04:12+00:00 Revista Temas & Conexões revistamat@cp2.g12.br Open Journal Systems <p align="justify">Com o objetivo de fortalecer as práticas pedagógicas e ampliar os debates sobre a formação de professores e os processos educacionais, a revista <strong>Temas &amp; Conexões</strong> se configura como um espaço de divulgação científica, reflexão crítica e compartilhamento de saberes. Aberta à participação de toda a comunidade acadêmica, nacional e internacional, acolhe trabalhos inéditos de pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais que desenvolvem investigações e práticas voltadas à Educação e ao Ensino de Matemática.</p> <p align="justify">De acesso totalmente aberto e com <strong>periodicidade semestral</strong>, Temas &amp; Conexões reafirma seu compromisso com a democratização do conhecimento, sem cobrança de taxas para autores ou leitores, contribuindo para uma ciência mais inclusiva, colaborativa e acessível. Sua proposta é promover o intercâmbio de experiências, ideias e resultados de pesquisa, incentivando o diálogo entre a academia e a educação básica, bem como a articulação entre teoria e prática.</p> <p align="justify">Ao valorizar a <strong>pluralidade de olhares</strong>, a revista busca reunir produções que dialoguem com os desafios contemporâneos da educação matemática, tanto no Brasil quanto em outros países de língua portuguesa. Assim, Temas &amp; Conexões se consolida como um canal relevante de disseminação de estudos, práticas e reflexões que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem, além de apoiar a formação continuada de professores e o desenvolvimento da pesquisa educacional.</p> <p align="justify">Convidamos a comunidade científica e educacional a conhecer, acessar e submeter seus trabalhos, fortalecendo este espaço de construção coletiva de saberes.</p> <p data-start="1849" data-end="1868"><strong data-start="1849" data-end="1858">ISSN:</strong> 2447-0457</p> https://portalespiral.cp2.g12.br/index.php/temaseconexoes/article/view/4571 OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA: 2025-05-12T20:33:52+00:00 ANDRE LUIS LIMA DE ANDRADE aluis@id.uff.br LILIANA MANUELA GASPAR CERVEIRA DA COSTA lmgccosta@gmail.com <p><em>Qual a percepção que os alunos do 6º e 9º ano do Ensino Fundamental II têm sobre violência? Como suas concepções foram alteradas pelas ações desenvolvidas visando esclarecer a temática da violência? Começando por discutir o que se entende por violência e procurando que os alunos reflitam sobre os números da violência no Brasil, integrando conceitos do currículo de matemática foi construída uma sequência didática, aplicada em sala.&nbsp; Na busca por respostas aos questionamentos iniciais, as atividades realizadas compreenderam, numa fase inicial, a aplicação de um questionário que trouxe dos estudantes suas experiências e reflexões a respeito desse fenômeno, em seguida participaram de uma palestra que apresentou definições, tipos e classificações ligadas à violência, sensação de segurança e insegurança. Após, os alunos realizaram uma atividade prática envolvendo questões relacionadas aos dados que eles produziram, partindo para a construção significativa do conhecimento. Ao final, o mesmo questionário foi novamente aplicado, permitindo analisar e conferir o nível de mudança em suas percepções a respeito da violência. A proposta didática integrou o estudo da Matemática à análise crítica da violência por meio de dados, utilizando conteúdos como porcentagens, proporcionalidade, números inteiros, estatística e análise gráfica para interpretar informações sobre violência em diferentes contextos.</em></p> 2025-12-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 ANDRE LUIS LIMA DE ANDRADE, PROFESSORA LILIANA COSTA https://portalespiral.cp2.g12.br/index.php/temaseconexoes/article/view/4687 A CULTURA AFRO-BRASILEIRA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: 2025-09-09T11:26:51+00:00 Glauco Sérgio Sales da Silva glaucosales810@gmail.com <p><em>O artigo apresenta uma proposta pedagógica aplicada a estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), integrando o ensino da matemática à cultura afro-brasileira por meio da análise de tranças afro. Baseada em etnomatemática, escrevivência e pedagogia antirracista, a atividade focou no ensino da simetria. O objetivo foi ampliar o repertório cultural dos alunos, valorizar saberes ancestrais e promover a reflexão crítica sobre identidade e racismo estrutural. Os resultados mostram o potencial transformador de abordagens interdisciplinares e culturalmente situadas no ensino da matemática. A experiência destaca a importância de uma educação que reconheça as histórias dos sujeitos como base para o conhecimento, reforçando a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e valorizadoras da diversidade cultural.</em></p> 2025-12-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Glauco Sérgio Sales da Silva https://portalespiral.cp2.g12.br/index.php/temaseconexoes/article/view/4778 MENTALIDADE MATEMÁTICA E LUDICIDADE 2025-11-02T18:29:05+00:00 Christine Sertã Costa csertacosta@gmail.com <p><em>Este artigo explora algumas conexões entre as ideias da Mentalidade Matemática, proposta por Jo Boaler (2016), e os princípios da ludicidade no campo da educação, com base nas teorias de Vygotsky (1998). A intenção é oferecer alternativas para tornar o ensino de matemática na escola básica mais significativo e envolvente. A Mentalidade Matemática destaca a importância de estimular o pensamento criativo, promover o trabalho em equipe, valorizar os erros como oportunidades de aprendizado e incentivar diferentes formas de representar conceitos matemáticos. Por outro lado, a ludicidade favorece uma aprendizagem mais simbólica, social e prazerosa, ajudando os alunos a se relacionarem com a disciplina de forma mais engajadora. Com base nesses referenciais, é apresentada uma proposta que combina a fotografia e a sequência de Fibonacci como recursos pedagógicos. O objetivo é despertar a curiosidade, estimular a observação de padrões e promover a construção do conhecimento matemático de uma maneira visual, significativa e atraente.</em></p> 2025-12-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Christine Sertã Costa https://portalespiral.cp2.g12.br/index.php/temaseconexoes/article/view/4819 DIFERENÇAS DE GÊNERO NA ANSIEDADE MATEMÁTICA E A RELAÇÃO COM O DESEMPENHO MATEMÁTICO, CONTROLANDO A ANSIEDADE NAS PROVAS 2025-12-10T21:39:42+00:00 Marina França m.longhi12@gmail.com <p><strong>Contexto:</strong> A ansiedade matemática (AM), um estado de desconforto associado à realização de tarefas matemáticas, é considerada como algo que afeta uma proporção significativa da população em idade escolar. Algumas pesquisas indicam que a AM afeta negativamente o desempenho em matemática e que as meninas podem apresentar níveis mais elevados de AM do que os meninos. Por outro lado, algumas pesquisas indicam que o desempenho dos meninos em matemática é mais afetado negativamente pela AM do que o desempenho das meninas. O objetivo do presente estudo foi medir o desempenho em matemática de meninas e de meninos, bem como os seus níveis de AM, considerando a ansiedade em provas (AP), um constructo relacionado à AM, mas que normalmente não é considerado em estudos sobre esta.</p> <p><br><strong>Métodos:</strong> Quatrocentos e trinta e três alunos britânicos do ensino básico e secundário, do 7º, 8º e 10º anos, realizaram provas personalizadas de cálculo mental e questionários de AM e AP.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Não surgiram diferenças de gênero no desempenho em matemática, mas os níveis de AM e AP foram mais elevados para as meninas do que para os meninos. Meninas e meninos apresentaram uma correlação positiva entre AM e AP e uma correlação negativa entre AM e desempenho em matemática. A AP também apresentou uma correlação negativa com o desempenho em matemática, mas esta relação foi mais forte para as meninas do que para os meninos. Ao controlar a AP, a correlação negativa entre AM e desempenho permaneceu apenas para as meninas. A análise de regressão revelou que a AM foi um preditor significativo do desempenho, para as meninas, mas não para os meninos.</p> <p><strong>Conclusões:</strong> O nosso estudo revelou que as crianças do ensino básico (9° ano EF ao 3° ano EM) experimentam AM. É importante ressaltar que usamos para controle a AP, que normalmente não é considerada em estudos de AM. As meninas apresentaram níveis mais elevados de AM do que os meninos, e níveis elevados de AM estavam relacionados a níveis mais baixos de desempenho em matemática. Além de ter um efeito potencialmente prejudicial no desempenho imediato em matemática, pesquisas anteriores mostraram que níveis elevados de AM podem ter consequências negativas para o ensino posterior da matemática. Portanto, a AM merece atenção na sala de aula de matemática, especialmente porque há evidências de que ela se desenvolve durante os anos do ensino fundamental. Além disso, nosso estudo não mostrou diferença de gênero no desempenho em matemática, apesar das meninas relatarem níveis mais elevados de AM. Esses resultados podem sugerir que as meninas podem ter tido o potencial de ter um desempenho em matemática melhor do que os meninos. No entanto, seu desempenho pode ter sido atenuado por seus níveis mais elevados de AM. É necessária uma pesquisa longitudinal para investigar o desenvolvimento da AM e seu efeito no desempenho em matemática.</p> 2025-12-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Marina França https://portalespiral.cp2.g12.br/index.php/temaseconexoes/article/view/4820 Editorial 2025-12-10T22:43:46+00:00 João Domingos Gomes da Silva Junior diofanti@gmail.com <p>Este editorial apresenta o volume 3, número 3, de 2025 da <em data-start="58" data-end="76">Temas &amp; Conexões</em>, que reúne quatro artigos que articulam Matemática escolar com temas sociais, culturais e emocionais. O primeiro discute como alunos do 6º e 9º ano percebem a violência e mostra que trabalhar dados reais (percentuais, estatística, gráficos) sobre o tema altera suas concepções. O segundo integra etnomatemática e cultura afro-brasileira na EJA, usando tranças afro e simetria para valorizar saberes ancestrais e enfrentar o racismo estrutural. O terceiro aproxima mentalidade matemática e ludicidade, propondo atividades com a sequência de Fibonacci e fotografia para tornar o aprendizado mais criativo, visual e significativo. O quarto analisa diferenças de gênero na ansiedade matemática, controlando a ansiedade em provas, e mostra que, embora o desempenho entre meninos e meninas seja semelhante, as meninas apresentam maior ansiedade, o que pode limitar um desempenho ainda melhor. Em conjunto, os textos defendem uma Matemática que mantém rigor de conteúdo, mas leva a sério violência, racismo, cultura, ludicidade e emoções como parte central da experiência escolar.</p> 2025-12-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 João Domingos Gomes da Silva Junior