PSICOMOTRICIDADE IMPLEMENTADA PELO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.33025/tefe.v10i1.4168Palavras-chave:
Psicomotricidade, Política Pública, Educação Física, Educação InfantilResumo
O presente artigo, elaborado a partir de pesquisa bibliográfica, por meio de revisão de literatura, tem o objetivo de contribuir com a compreensão da importância estruturante da psicomotricidade trabalhada através da aula de educação física na primeira etapa da educação básica, a educação infantil. A infância é marcada por intensos períodos de desenvolvimento, cada fase engloba uma série de dinâmicas globais, intrinsicamente interligadas. O caráter dialético dessa relação biopsicossocial, faz com que o sujeito de direito se desenvolva sendo transformado pelo meio à medida que avança nos seus processos internos, consoante seu arcabouço estrutural biológico. Acompanhar esse movimento e implementar os estímulos é uma das tarefas centrais da psicomotricidade, que contribuirá com o nível de desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo da criança. Negligenciar a importância do trabalho psicomotor na infância pode ter como desdobramento consequências negativas que afetarão a inclusão social, a gestão dos afetos, o domínio das atividades cognitivas, o sucesso escolar, dentre outras. Embora a premissa não seja determinista, é um risco. Sendo assim, dissertar sobre o papel da psicomotricidade na educação infantil é apontar para perspectiva da educação integral, voltada à igualdade e a equidade social. Visto que, a complexidade da vida contemporânea e o fascínio apassivador promovido pelos apetrechos tecnológicos têm contribuído com o sedentarismo geral, promover sistematicamente a atividade na primeira infância, de zero a 6 anos, é uma questão de política pública.
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