TEATRO DO OPRIMIDO NO DESENVOLVIMENTO DA VISIBILIDADE FEMININA E DO ARTIVISMO FEMINISTA DO GRUPO MARIAS DO BRASIL.

Autores

  • CLAUDETE FELIX DE SOUZA UFRJ

Palavras-chave:

Teatro do Oprimido, trabalhadoras domésticas, lei

Resumo

A metodologia do Teatro do Oprimido criada pelo teatrólogo Augusto Boal constituiu-se como eficiente ferramenta de investigação artística com o grupo de atrizes e trabalhadoras domésticas Marias do Brasil.  Desde 1998, as narrativas ouvidas e criadas transitam entre arte, educação e cultura, com oficinas e montagem de espetáculos, o grupo Marias do Brasil apresenta-se nas ruas e teatros, escolas e saguões do Congresso Nacional em Brasília e das Câmaras Legislativas do Rio de Janeiro e São Paulo. Antes alunas, as Marias voltam hoje às escolas como atrizes e professoras aplicando jogos e técnicas do Teatro do Oprimido. Novos territórios alcançados em múltiplas convivências.  

O grupo trabalha com as técnicas do Teatro Forum (a partir de histórias do grupo, o espetáculo é montado e apresentado ao público que entra em cena, substituindo o personagem oprimido, para propor alternativas contra as opressões mostradas nas cenas) e o Teatro Legislativo (sugestões legislativas são encaminhadas aos parlamentares após as apresentações dos espetáculos de Teatro Forum).

Esta escrita vem registrar o alcance deste método na transformação social através da Arte e da Lei e desvelar imagens e ações femininas e feministas das Marias do Brasil.

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Biografia do Autor

CLAUDETE FELIX DE SOUZA, UFRJ

Claudete Felix de Souza, professora da rede pública municipal de ensino em Língua Portuguesa e dinamizadora da metodologia do Teatro do Oprimido com 30 anos de prática, durante 23 anos tendo Augusto Boal como diretor na equipe do Centro de Teatro do Oprimido. Desde 1998, faz a direção do grupo Marias do Brasil. Mestranda em Artes da Cena pela ECO-UFRJ.

Referências

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Publicado

2017-02-17

Edição

Seção

TRAMAS 2016