TEATRO DO OPRIMIDO NO DESENVOLVIMENTO DA VISIBILIDADE FEMININA E DO ARTIVISMO FEMINISTA DO GRUPO MARIAS DO BRASIL.
Palavras-chave:
Teatro do Oprimido, trabalhadoras domésticas, leiResumo
A metodologia do Teatro do Oprimido criada pelo teatrólogo Augusto Boal constituiu-se como eficiente ferramenta de investigação artística com o grupo de atrizes e trabalhadoras domésticas Marias do Brasil. Desde 1998, as narrativas ouvidas e criadas transitam entre arte, educação e cultura, com oficinas e montagem de espetáculos, o grupo Marias do Brasil apresenta-se nas ruas e teatros, escolas e saguões do Congresso Nacional em Brasília e das Câmaras Legislativas do Rio de Janeiro e São Paulo. Antes alunas, as Marias voltam hoje às escolas como atrizes e professoras aplicando jogos e técnicas do Teatro do Oprimido. Novos territórios alcançados em múltiplas convivências.
O grupo trabalha com as técnicas do Teatro Forum (a partir de histórias do grupo, o espetáculo é montado e apresentado ao público que entra em cena, substituindo o personagem oprimido, para propor alternativas contra as opressões mostradas nas cenas) e o Teatro Legislativo (sugestões legislativas são encaminhadas aos parlamentares após as apresentações dos espetáculos de Teatro Forum).
Esta escrita vem registrar o alcance deste método na transformação social através da Arte e da Lei e desvelar imagens e ações femininas e feministas das Marias do Brasil.
Downloads
Referências
AGAMBEN, Giorgio. Profanações. Tradução e apresentação: Selvino José Assmann. São Paulo: Boitempo, 2007.
BOAL, Augusto. Estética do Oprimido. Rio de Janeiro: Editora Garamond, 2009.
______________.O Arco Íris do Desejo. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2002.
______________.Jogos para Atores e não Atores. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1999.
_____________. O Teatro do Oprimido e outras Poéticas Políticas. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2005.
_______¬¬______. STOP: C’est Magique. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1980.
_____________. Teatro como Arte Marcial. Rio de Janeiro: Editora Garamond, 2003.
BOURRIAUD, Nicolas. Estética Relacional. São Paulo: Martins Fontes. 2009
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2015.
DELEUZE & GUATTARI, Félix. Mil platôs. São Paulo: Ed.34, 1995, 5v.
FELIX, Claudete. Princesas, rainhas, loucas mulheres. Revista Metaxis nº 7 (Publicação do Centro de Teatro do Oprimido). Rio de Janeiro, 2010.
______________. Marias do Brasil, trabalhadoras domésticas e atrizes na luta. Revista Metaxis nº 8 (Publicação do Centro de Teatro do Oprimido). Rio de Janeiro, 2016.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42ª edição.
